sábado, outubro 27, 2007

A Argumentação e o Sermão

A Argumentação
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Só a explanação, algumas vezes, não é suficiente para uma pregação completamente eficiente, porque os acontecimentos precisam de ser relacionados, com o modo como as pessoas vivem e se comportam. O pregador deve provar que o que ele está a explicar, é mesmo verdade, para que os seus ouvintes recebam a mensagem com alegria e certeza, de que não estão a perder o seu tempo, ouvindo coisas que não têm uma base segura, firme e verdadeira.
O alvo do uso de argumentos, no caso de o orador estar a falar a pessoas que já acreditam na Bíblia, é enchê-los de certeza, o Evangelho de S. Lucas 1:4; diz o seguinte: Para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado; então os argumentos podem ser usados pelo Espírito de Deus, para levar as pessoas ao arrependimento.
Alguns pregam doutrinas extravagantes e com seus argumentos podem levar o crente na verdadeira doutrina, a sair do verdadeiro caminho, que é a doutrina que Jesus ensinou, portanto é necessário firmar com argumentos verdadeiros a forma de pensar dos nossos irmãos.
At 2:42; Os argumentos que apresentarmos, devem sempre defender a verdade e nunca apenas as ideias do orador, portanto não devemos apresentar falsos argumentos, a nossa forma de pensar deve ser lógica e deve concordar com a doutrina de Jesus Cristo, e dos seus Apóstolos.
2 Tm 2:15; No entanto não devemos agir como se tudo precisasse de ser provado, há coisas que são evidentes e se tentarmos provar que elas são verdade, só estaremos a trazer aborrecimento aos nossos ouvintes, tudo quanto Jesus Cristo ensina não precisa de ser provado, mas o pregador deve conseguir provar que a sua doutrina concorda com as escrituras sagradas, devidamente interpretadas, e o orador deve exigir respeito pela mensagem de Deus que ele defende, como um obreiro aprovado que maneja bem a Palavra da Verdade, e da qual não se envergonha.

2.1. O Testemunho Pessoal é um Belo Argumento

Eu recebi Jesus Cristo como meu Rei, Senhor e Salvador, Ele me fez nascer de novo, me deu amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança, antes eu estava perdido, com dezanove anos de idade, procurei emprego durante quatro meses e não encontrei, mas depois de receber a minha salvação, um só dia depois, já tinha emprego a ganhar quatro vezes mais, do que já tinha ganho, também até hoje, passados quarenta e quatro anos, Deus tem-me dado o pão de cada dia, e muito mais do que lhe tenho pedido. Deus cumpre as suas promessas, podemos e devemos confiar nelas.
2 Co 5 :17; ... Se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (a nossa forma de pensar e de tomar conhecimento é nova, é espiritual).

2.2. Milhões de Pessoas Receberam Jesus como seu Salvador
Somos induzidos a acreditar que toda a pessoa que disser uma oração em que diz que recebe Jesus Cristo, como seu Rei, Senhor e Salvador, nasce de novo, e tem a vida eterna, não só porque isso aconteceu a milhões de pessoas, por todo o mundo, mas também porque é isso que Jesus, e seus apóstolos ensinaram.

2.3. Deus É o Pai Celestial
Deus é Pai, mas é absolutamente justo, já isso não acontece com todos os pais terrenos, portanto não devemos confundir a analogia em que se diz que Deus é um pai, Deus é análogamente como um pai terreno, mas não é semelhante, nem igual; exemplo: a perna da mesa da minha sala, é análoga à minha perna, mas não é semelhante e não é igual á minha perna. Para explicar, ou tornar interessante um assunto podemos empregar o argumento analógico mostrando que um caso real, é como um caso imaginado, mas isso não mostra que o caso real é exactamente igual ao caso imaginado.

2.4. Jo 6:65-68; 14:6; Jesus é o Caminho para Deus
Gl 5:22; Jo 8:44; Se nós negarmos a doutrina de Jesus, que É cheio de amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança, estamos a seguir a doutrina do diabo que é homicida, mentiroso e pai da mentira, ele nunca se firmou na verdade ...
Podemos dizer o seguinte: a doutrina de Jesus é sempre perfeita e verdadeira, esta palavra que vos escrevo é doutrina de Jesus, portanto é perfeita e verdadeira, e estou argumentando com um silogismo o qual sei por experiência própria que é verdadeiro, porque nele vivo me movo e existo.

2.5. O Porquê de qualquer coisa é a sua Causa
Mc 4:26-29; At 17:23-31; Porque é que eu vivo, me movo e existo? É porque Deus vive, se move e existe, isto é um argumento deduzido da verdade geral: uma semente de trigo produz trigo, uma semente de milho produz milho, etc., um ser humano vivo, que se reproduz, não pode ser produzido por uma coisa inanimada, ele foi feito por um Ser espiritual superior a ele mesmo, o Qual se revelou ao Adão, lhe deu poder sobre a Sua criação, esta é a lei da causa e do efeito, do princípio e do fim, tudo tem um princípio e um fim, tudo tem uma causa e esta produz um efeito; exemplo: se alguém mandar uma pedra para um lago, esta produz um efeito, então se formam ondas à volta do lugar onde a pedra caiu.

2.6. Procurando a Causa no Passado
1 Co 10:1-13; Quando eu vejo as ondas, posso tentar saber o que foi que as produziu e certamente poderei conhecer, por informação de alguém que mandou a pedra, ou que viu outrem a fazê-lo, qual é a causa daquelas ondas na água do lago, este é um argumento que vai do efeito para a causa, do fim para o princípio.
S. Paulo diz que a razão porque caíram num dia vinte e três mil, foi porque se prostituíram, e pereceram pelas serpentes porque tentaram a Cristo, pereceram pelo destruidor, porque murmuraram; Paulo está a usar o argumento que vai do efeito para a causa, está a ver a razão porque as coisas aconteceram.

2.7. Deus dará Bens aos que Lhos pedirem
Mt 6:30; 7:11; Lc 11:13; 12:28; 23:31; Rm 8:32; Hb 2:1-4; 1 Pd 4:16-18; Jesus está a apresentar o argumento mais forte: vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhos pedirem, como os pais terrenos dão boas coisas aos seus filhos, é uma ilustração que mostra que Deus é melhor e mais cuidadoso com os Seus filhos do que os pais terrenos.
Mas devemos obedecer a Deus de livre vontade, assim como o resto da Sua criação Lhe obedece, também devemos ter um discurso de fé, dizendo o mesmo que Deus diz, na Sua revelação escrita.

2.8. Quanto mais Jesus é Pregado Melhores se Tornam as Pessoas
Mt 3:7; Lc 3:7; Jo 15:1-17; 1 Co 8:10; Se cada pessoa ouvir a doutrina de Jesus Cristo e Lhe obedecer, recebendo-O como seu Rei, Senhor e Salvador, e continuar firme no Caminho, transmitindo a outras pessoas o que aprendeu, o mundo vai-se transformando; exemplo: quando uma vara da videira é limpa ela dá mais fruto, a par das outras varas que já estão limpas; A igreja de Deus, é como o fermento e como a luz, desde que Jesus Cristo ressuscitou e a Sua igreja recebeu o baptismo com o Espírito de Deus, ou seja começaram a trabalhar com o Espírito de Deus que tem estado a limpar e a usar as pessoas para que muitas outras pessoas sejam salvas, curadas e ensinadas a viver em amor, ajudando os pobres, os enfermos, etc., há duas coisas que crescem ao mesmo tempo: as pessoas têm crescido na sabedoria de Jesus Cristo, e então houve aperfeiçoamento das leis e costumes, inventaram-se novas máquinas, houve mais professores e escolas, melhor organização dos políticos, etc., (apesar de alguns políticos se terem corrompido).
Exemplo: Duas lâmpadas estão ligadas ao mesmo cabo eléctrico, acendem ao mesmo tempo, assim a doutrina de Jesus, não só abençoa a Sua igreja, mas também as pessoas que tomam conhecimento do seu ensino e prática justa e amorosa.
As nações em geral, fixaram-se nos seus limites, não estão a tentar roubar terras a outras nações, cada uma procura viver em paz com as outras, e avançamos para a paz mundial.
1 Co 15:24-28; Não nos esquecendo que temos um inimigo espiritual que procura e procurará fazer que as nações vivam em guerra, porque ele veio para roubar, matar e destruir, mas será, por fim lançado no lago de fogo e enxofre e não mais poderá influenciar ninguém. Jesus Cristo destruirá a morte e sujeitará todos os inimigos de Deus, Ele mesmo se sujeitará ao Pai celestial e Deus será tudo em todos, como era no princípio, antes do diabo ter caído.
Portanto há, nos seres humanos, uma tendência progressiva para melhorarem, e essa inclinação deve-se à obra de Jesus, que não só morreu por nós, mas ressuscitou e está reinando, por enquanto de forma invisível, mas eficazmente. A maioria das pessoas acredita num Deus Único, em vez de acreditarem na loucura de uma célula única, que teria explodido e produzido o mundo visível, Deus revelou-se a Moisés e aos Seus profetas, mas essa célula não se revelou ... só uma semente inteligente pode criar seres inteligentes, como só uma semente de trigo pode produzir trigo, e só Deus pode ter criado este mundo que vemos e conhecemos. Actualmente há mais tolerância religiosa, porque há inclinação e simpatia pelas ideias de Jesus, até aqueles que dizem que Ele não existiu nem existe, seguem os seus ensinamentos, porque são os ensinamentos melhores. Então tentaram vencer o povo de Deus e a Bíblia mas não conseguiram, nem vão conseguir.
Portanto se continuarmos a deixar avançar o conhecimento de Jesus Cristo, se Lhe obedecermos e O recebermos, haverá ao mesmo tempo mais paz, mais tolerância religiosa, mais justiça e mais organização na vida dos políticos, dos cientistas e na vida de todos os seres humanos.
Estivemos a aplicar o argumento da progressão paralela, em que avançando o conhecimento do bem e da paz, ensinadas por Jesus, também avançará, como se tem visto, a justiça, o amor e a prosperidade para os seres vivos que estão sobre o planeta Terra.

2.9. At 5:34-42; Concordaram com o Gamaliel
Se os apóstolos de Jesus Cristo, tivessem sido enviados sem ordem de Deus, eles viriam a ser mortos, dispersos e reduzidos a nada, como aconteceu com Teudas e com Judas, o Galileu, e com os seus grupos, portanto, Gamaliel achava que não deviam perder tempo, com os discípulos de Jesus Cristo, mas deviam deixá-los livres; também Gamaliel pensava, que se os discípulos de Jesus Cristo, eram mesmo enviados por Deus, como se pensava, nesse caso a maneira correcta de agir era a mesma: deviam deixá-los livres, porque senão, estavam a lutar contra o Deus invencível. A forma de pensar do Gamaliel tinha duas soluções, mas uma só era a melhor, e essa era: deixá-los livres.Quando tivermos um dilema parecido com este, descubramos duas soluções e dessas escolhamos a melhor, aquela que traga menos prejuízo para todos.

2:10; Seria útil que os discípulos de Jesus Cristo Pregassem?
2 Tm 2:22-26; Se os apóstolos levassem o evangelho, aqueles que o ouvissem e o rejeitassem, ficariam mais perdidos do que se não o tivessem ouvido, então alguns teriam dito que o melhor era ninguém pregar o evangelho; mas isso é absurdo, essas pessoas estariam a dizer que Jesus não deveria ter vindo, não deveria ter dado a sua doutrina, não deveria ter morrido e ressuscitado, não deveria ter ido para o céu, e ninguém deveria ser salvo.
Devemos rejeitar essas questões loucas, e sem instrução, sabendo que produzem contendas, e ao servo do Senhor, não convém contender, mas, sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; instruindo com mansidão, os que resistem, a ver se, porventura Deus lhes dará arrependimento, para conhecerem a verdade, e tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em que, à vontade dele estão presos.

2.11. Mt 22:15-22; Dai a César o que é de César
Os discípulos dos fariseus e os Herodianos achavam que o dinheiro era do César, visto que eles assim pensavam, Jesus Cristo concordou com eles e deduziu que eles deviam dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
Mt 19:13-15; Jesus sabia que os seus discípulos concordariam que os meninos pertenciam ao reino dos céus, e usou essa concessão deles, para que compreendessem que não deviam repreender as pessoas que traziam os meninos, para que o Messias verdadeiro, orasse por eles, impondo-lhes as Suas santas mãos.

2.12. Mt 23:1-39; Em Conformidade com as suas Obras
Jesus Cristo criticou os escribas e fariseus, que interpretavam a lei de Moisés, mas não cumpriam o que mandavam as outras pessoas cumprir, as suas obras eram contrárias aos mandamentos que eles achavam que o seu próximo devia cumprir, é óbvio que iriam ceifar o que estavam a semear.
Mt 12:22-32; Há pessoas que dizem coisas muito arrogantes, cujas bocas precisam de ser fechadas para que possam entrar no reino de Deus, por isso Jesus Cristo disse que os filhos dos fariseus, que não expulsavam demónios, esses sim poderiam trabalhar para o diabo o qual expulsa demónios só a fingir, para que a pessoa nunca fique livre dele, mas pense que está livre, mesmo sem ter recebido o Filho Unigénito de Deus como seu Rei, Senhor e Salvador.
1 Co 15:29; Também o apóstolo Paulo fez calar certas pessoas que não acreditavam que Jesus Cristo tinha ressuscitado, mostrando-lhes a estupidez de baptizarem as pessoas vivas, em lugar dos que tinham morrido, sem terem sido baptizados, se de facto não acreditavam na ressurreição dos mortos,mas devemos notar que S. Paulo não apoiava nem acreditava que essa doutrina tivesse alguma base Bíblica; Jesus Cristo e S. Paulo estavam a usar um argumento que atinge o emissário e não a mensagem emitida por ele.

2.13. Ef 6:10-20; Eu destruo a Mentira Usando a Verdade
2 Co 13:8; Ef 4:15; 2 Ts 2:12; 1 Tm 6:3-5; 2 Tm 2:25; 3:8,9; Hb 10:26; Tg 5:19; 1 Jo 2:21; É um dever do pregador, demonstrar com a verdade, que alguém está a mentir, para isso, por vezes, basta mostrar e provar a verdade oposta a essa mentira; exemplo: se alguém me disser que eu não sou português, está a mentir, então eu mostro-lhe os meus documentos, para demonstrar, com a verdade, que essa pessoa está a mentir.
Tt 1:9-11; Algumas pessoas, que só estudam o mundo material, têm um ponto de vista errado, sobre a Bíblia, e sobre as Suas doutrinas, então o pregador deve convencê-las a não enganarem aqueles que as ouvem.
Jo 8:29-36; A palavra que Jesus ensinou e ensina, é a verdade na qual devemos insistir, para a conhecer, então a verdade libertará o crente da mentira e do pecado, e Jesus Cristo, que é a Verdade, o libertará e será verdadeiramente livre da potestade das trevas.
Jo 14:16,17,26; Jesus Cristo já ressuscitou, Ele mandou-nos outro consolador, para que fique connosco para sempre, é o Espírito de verdade que habita connosco e está em nós, é o Espírito Santo que o Pai mandou em nome de Jesus Cristo, Ele nos ensina todas as coisas, que precisamos saber, e nos faz lembrar de tudo que Jesus Cristo ensinou, e que ficou escrito pelos seus amigos.
Jo 16:13,14; 1 Co 2:10; O Espírito Santo nos guiará em toda a verdade, Ele sempre nos fala o que Deus Pai diz ao nosso Salvador, Jesus Cristo, e tudo o que Deus fala, está sempre de acordo com o que o Messias verdadeiro ensinou.
Se uma pessoa não recebeu Jesus Cristo como seu Salvador, ainda está na potestade das trevas, e por vezes apresenta argumentos ou desculpas para não acreditar nas palavras de Jesus Cristo, são desculpas tão fracas, que nem precisamos de as refutar, porque vê-se logo que essa pessoa optou por rejeitar a salvação da sua alma. Há pessoas que dizem que uma casa cheia de livros, está vazia, e que uma casa vazia, está cheia de livros, digamos-lhe que isso não nos incomoda nada, e só ele é responsável, por tudo o que ceifará no seu futuro.
Mas se o pregador, acha que não consegue vencer o seu oponente, deve dizer que há uma objecção à sua tese, e que ele a reconhece, mas que a sua própria tese deve ser a verdadeira; por amor à verdade, se o pregador acha que seu oponente está a apresentar argumentos convincentes, deve dar-se por vencido.
Mas o pregador deve apresentar os seus argumentos com o máximo de intensidade e de certeza, também pode expressar os argumentos dos seus ouvintes como pensa que eles seriam manisfestados por ele, de maneira que os seus ouvintes desejem ouvir como o pregador dará a solução.
Para argumentar eficazmente, podemos demonstrar que as palavras do nosso oponente são ambíguas, ou que as premissas, não são Bíblicas e são falsas, e que o seu raciocínio não produz justiça, paz e o amor, também podemos dizer-lhe que a ocasião não é própria para discutir aquele assunto, ou que a sua objecção é verdadeira, mas não tem nenhuma relação com o assunto que se está a debater.
Podemos fortalecer a nossa argumentação mostrando como se originou o erro que se está propagando, como se pode mostrar que um incêndio foi motivado, por um fumador que não apagou a sua beata.
Gn 1:27; 2:15-17; 3:1-24; Mc 16:16; 1 Jo 5:20; Quem diz que Deus é o culpado das injustiças que o ser humano tem feito sobre a terra, é bom que saiba que no princípio, o ser humano estava preparado para fazer o bem e esse era o desejo de Deus, mas visto que Deus criou o ser humano, à Sua imagem, este devia ser capaz de vencer o seu inimigo, que era inimigo de Deus, então a Eva e o Adão não venceram, mas foram vencidos e conquistados, para a potestade das trevas, donde foram tirados, pelo sangue e morte do cordeiro de Deus; desde esse tempo o diabo continuou a enganar e a usar o ser humano, que de livre vontade pode receber Jesus Cristo, como seu Rei, Senhor e Salvador e assim pode ser tirado da potestade das trevas para o reino de Jesus Cristo, mas se não crer será condenado, porque rejeitou o único caminho de saída das trevas e dos laços do diabo.
1 Rs 18:27,28; Também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal rejeitavam o único caminho verdadeiro que o profeta Elias, lhes ensinava, levando o profeta, do Deus de Abraão, Isaac e Jacob, a usar o seguinte argumento irónico: clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; porventura dorme e despertará; em face do facto de o pretenso deus, chamado Baal, não responder à sua oração, apesar de eles clamarem a grandes vozes, e se retalharem com facas e com lancetas, conforme o seu costume, até derramarem sangue sobre si mesmos, apesar de tudo isso, e depois de o povo ter visto que o Deus de Elias tinha respondido com fogo, o mesmo povo verificou, que o Baal não era nada, perante o Deus vivo e verdadeiro, criador e mantenedor dos céus e da terra. Nós podemos usar este argumento, mas de forma rápida e eficiente.
Ex 4:14; 7:7; 28:1-43; Mt 12:17-21; Rm 11:1-4; O profeta Elias não pretendia que ele mesmo, ou os seus interesses, fossem louvados, ele queria que a verdade triunfasse, porque os verdadeiros profetas e sacerdotes, descendentes de Arão, não eram os profetas de Baal; portanto o pregador deve defender a verdade e deve contradizer o erro, mas de forma a ganhar a simpatia dos seus ouvintes, com o propósito de que estes se convertam a Deus, e nasçam de novo; portanto o pregador não deve usar argumentos falsos, que induzam em erro os seus ouvintes, nem deve esmagar, os que estavam em erro, demonstrando com vaidade e maus modos, que estavam enganados.

2.14. A Disposição Regular e Metódica dos Argumentos
Os argumentos servem para demonstrar com provas, uma de três coisas: Para provar que isto ou aquilo é verdadeiro, ou que é moralmente correcto, ou que é proveitoso e bom: então invocamos a verdade, o dever e a vantagem.
Se os nossos ouvintes não nos recebem bem, então devemos logo no início, apresentar argumentos fortes, de harmonia com a sua forma de pensar, assim seremos mais respeitados por eles e estarão com atenção ao nosso discurso. Devemos sempre argumentar com serenidade, não somos macacos para ficarmos a gritar, ou bater nos objectos que estão perto.
Mc 12:35-37; Os melhores argumentos para a generalidade das pessoas, são aqueles que são extraídos da Bíblia, e dos provérbios populares; Jesus Cristo usava o Seu conhecimento do Antigo Testamento, e o povo O ouvia com alegria, e boa vontade.

Receberemos um Novo Corpo

(Gn 1:1-4; Rm 5:5; 8:11,14,26; 15:19; 1 Co 15:50-58; Sl 119:25,107,149,154,156; 143:11; 2 Co 3:6; Jo 14:17,26; 15:26; 16:13;20:22; Is 53:4,...